Exigimos Absoluta Liberdade de Ação para Lula e para o PT

“A direita golpista no Brasil tem medo de se enfrentar com a história do povo brasileiro. Mesmo que consiga cometer crimes judiciais, a máfia aliada à reação sabe que historicamente está com os dias contados. O que está se resolvendo no BRASIL e em todas nações é a luta de classes, e não isolada, mas como parte da região e do mundo.”

León Cristálli, 17 de janeiro de 2018.

O sistema capitalista em sua etapa final de existência não pode mais se apoiar ou sustentar em uma parte da classe explorada, como a pequena-burguesia/classe média, junto com camadas altas, burocratizadas do próprio Movimento Operário, ou a “aristocracia operária”, como se dizia em outros tempos. O sistema, então, tem que desenvolver políticas combinadas de assistencialismo, paternalismo, compra de consciências de excluídos, que (como na Argentina, aproveitando-se da limitação de uma parte de aposentados e pensionistas aterrorizados com a crise existencial e o medo produzido pela proximidade da morte) são facilmente enganados política e eleitoralmente com “promessas de campanha” que Macri e seu “combo” (equipe de governo de CEOs gerentes de transnacionais) nunca tiveram intenção de cumprir. Assim, estes setores acabam agindo como lumpens eleitorais contra o progresso revolucionário da sociedade que se desenvolveu na Argentina – e de outra forma também no Brasil – durante um período importante de tempo. Essa limitação levou a uma parte do eleitorado, que de qualquer maneira não passa de 40% juntando a direita e o centro, e com a “ajuda inconsciente” dos partidos que se colocavam “à esquerda” e diziam que “eram todos iguais” (não imaginavam os golpes na democracia e no progresso que estamos vivendo com Macri) com seu chamado ao voto em branco de seus eleitores (aproximadamente 4%), acabaram dando o governo a quem não tinha conseguido nem 34% próprio no primeiro turno, terminando por votar em Macri e seu “combo”. ISSO NÃO PODE ACONTECER NO BRASIL!

Porque não tem espaço para “erro” político, qualquer que seja o argumento. E isso é porque no Brasil o curso foi e é diferente, onde o peso da enorme votação a Lula e depois a Dilma significa um enorme capital social e eleitoral. Os golpistas sabem que NÃO PODEM DERROTAR LULA AGORA, daí que tiveram que lançar mão do “golpe parlamentar-jurídico” para interromper o progresso nacional, popular e revolucionário no Brasil, cuja retomada sem dúvida nenhuma é a CANDIDATURA DE LULA EM 2018.

Esta sociedade capitalista em estado de desintegração social e política precisa destruir a confiança do povo em si mesmo. O capitalismo não consegue gerar confiança na vida e no desenvolvimento com perspectivas de progresso incluído o âmbito da cultura e da arte em geral. Isso acontece nos centros do imperialismo, como a crise que veio à tona em Hollywood com o tema dos abusos sexuais, ou como nos meios de comunicação o tempo dedicado aos assassinatos, violações e aberrações ao estilo “mundo cão”, que é parte de uma distração política para desviar a realidade de fundo, No caso do cinema, de 80% do seu “negócio”, que é como se dá a arte sob o imperialismo – que funcionou assim, corrupto, perverso, desde sempre, e não só contra as mulheres. E isso também se expressa na crise do sistema capitalista nos EUA. É o mesmo que, de outra forma, se expressa com o governo de Donald Trump.

O sistema capitalista e os governos que conseguem capturar, os estados que conseguem transitoriamente dirigir, seja pela via pseudo-democrática, eleitoral, ou por meio de golpes parlamentares, jurídicos etc… tenta conter a desagregação capitalista mundial e encontrar a “fórmula” baseada em obrigar os trabalhadores a pagar a conta com sua exploração, como há 200 anos, para chegar a uma hipotética refundação do sistema capitalista. Trump tenta fazer isso nos EUA. Escrevemos sobre isso nos tomos I e II do livro “TRUMP É A CRISE DOS EUA EM UM MUNDO EM REVOLUÇÃO”, abordando também o papel da Rússia, atual pseudônimo da URSS, que avança na função mundial de Estado Operário na defesa da Paz e do Progresso Social, por conta de sua base soviética e seu papel no mundo.

O sistema capitalista não pode se afiançar socialmente. Nem sequer em sua própria sociedade burguesa imperialista. Sua estrutura é a suposta “cegueira” do mercado capitalista, porque na realidade seus olhos são as finanças, a economia financeira transnacional e os seus CEOs, que imitam os yuppies ou os Chicago Boys de 40 anos atrás, que acabaram – a maioria – dormindo nas ruas de Nove Iorque, como que saudosos de sua estadia em Wall Street. Por essas razões, o sistema capitalista cria moedas idiotas como os tais “bitcoins”. Uma miragem financeira, como as bolhas especulativas, que a qualquer momento estouram concretamente e destroem os que confiaram nelas. China Popular está saindo rapidamente de todas essas “bitcoins”, essas moedas fictícias. Do outro lado, está o BRICS, a Aliança Euroasiática, o Banco Asiático, com Rússia, China etc… que é a concorrência ao capitalismo imperialista.

Por isso achamos necessário destacar o papel da Igreja Católica Apostólica Romana quando, pela voz do Papa Francisco, faz explícita condenação ao capitalismo, ao individualismo e ao imperialismo do ouro e da exploração da natureza, da terra e do ser humano como “descartáveis”. A Igreja, como analisaram os mestres do marxismo e do materialismo dialético, sempre na história esteve um passo à frente, porque é da sociedade que ela vive e se nutre, e se a sociedade entra em decomposição, destrói sua célula mãe que é a “família”, e também arrastará as religiões à desagregação. Exatamente por isso que a mídia mundial esconde e menospreza esta viagem internacional do Papa Francisco e o que ele, em nome de uma Igreja sumamente terrenal e lógica para a vida, está defendendo seu programa com “Terra, Teto e Trabalho”, que é a antítese do capitalismo atual, dos Temer e Macri.

Em toda esta condição é que se baseia o atentado contra o povo brasileiro que é a tentativa de impedir a candidatura de Lula. Nós encaramos esta luta exigindo total liberdade de ação para Lula e para o PT. A continuidade da vida e do progresso social do povo brasileiro. Não se trata só da defesa do companheiro Lula. Trata-se de avançar no ataque social e político a seus detratores. A mobilização de 22 a 24 de janeiro em Porto Alegre não é de resistência, é de ação da luta de classes, aberta, pública, com forma social, não aventureira nem com ações contrárias à lógica da luta de classes, quando esta se representa com a intervenção das grandes maiorias sociais. Não precisamos empurrar ninguém, mas sim organizar a luta em que os sindicatos, o ABC, a CUT, o PT e os partidos políticos do campo nacional e popular, democraticamente revolucionários tem uma função imprescindível.

Este é o sentido da participação do Movimento 26 de Julho-agrupamento interno do Partido dos Trabalhadores, do jornal Frente Operária, assim como do Partido Obrero Revolucionário-membro fundador da Frente Ampla do Uruguai, de nossos companheiros de outros países que vem ao Brasil intervir neste episódio da luta de classes em POA, até saírem vitoriosos com Lula à frente. O companheiro Lula tem assumido este papel, esta função em sua vida, que se afirma em um salto dialético pessoal de Lula, que vai impulsionar, e já vem impulsionando milhões em todo Brasil e mundo. E isso é, por si só, um grande progresso na América Latina.

León Cristalli, diretor da Fundação J.Posadas e da Revista Internacional CONCLUSIONES

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Publicado em janeiro 23, 2018, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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