APOIAMOS O GOVERNO CONSTITUCIONAL DO PRESIDENTE OPERÁRIO NICOLÁS MADURO E O POVO VENEZUELANO EM SUA ALIANÇA CÍVICO MILITAR EM UM ESTADO REVOLUCIONÁRIO

Resolução do Burô Latino-Americano (BLA) – IV Internacional (Leninista-Trotskista-Posadista)
Comunicado nº1, de 24 de janeiro de 2019.

Versão em espanhol
Versão em grego

O sistema capitalista treme frente à luta de classes e a sua própria crise na etapa final em que a “rebelião das forças produtivas”, oriunda de seu próprio funcionamento, lhe crava uma estaca na cabeça, porque não pode distribuir tudo que o avanço das ciências produtivas lhe permite produzir, como Marx e Engels previram há mais de 150 anos.

O SISTEMA CAPITALISTA (não um indivíduo, o sistema) precisa se concentrar financeiramente para não morrer. Por isso inventa guerras, provoca desastres ecológicos, destrói grande parte do que se produz inventando coisas supérfluas à vida… não há exemplo mais gráfico disso que o desperdício ou mesmo destruição de alimentos em uma sociedade em que 2/3 vivem na pobreza e até passam fome. Tudo isso está embutido nessa ação idiota e criminosa de quem quer levar a Venezuela à destruição social, porque a ação golpista do imperialismo não é só “pelo petróleo”, como muitos acham, é contra a NOVA SOCIEDADE QUE ESTÁ SE CONSTRUINDO NA VENEZUELA, COM TODAS AS CONSEQUÊNCIAS E CONTRADIÇÕES.

Da mesma forma, mas no polo oposto da história, a crise final da sociedade capitalista se expressa nos EUA, no governo Trump e sua política ziguezagueante na busca desesperada por uma saída “nacionalista” para recompor o capitalismo dos EUA, mas nos padrões de 150 anos atrás (1). Por isso reafirmamos que o que ESTÁ RUINDO NA VENEZUELA É O SISTEMA CAPITALISTA, e não o povo e o governo cívico-militar do camarada operário Nicolás Maduro.

O NACIONALISMO DO ESTADO REVOLUCIONÁRIO

A crise na Venezuela não é causada pelo governo do companheiro Maduro, não é resultado de medidas de governo que supostamente estariam contra o progresso social da maioria do povo trabalhador que constrói o PIB e a renda nacional; a crise na Venezuela resulta da crise de um sistema, como o Comandante Eterno Hugo Chávez analisou: “Vivemos no capitalismo, precisamos acabar com esse sistema injusto”. E é exatamente isso o que está acontecendo na Venezuela, mas como a luta de classes e a história da humanidade não são feitas a partir de rascunho nem de receita de bolo, nem avançam de forma linear, este processo tem contradições e traz no seu desenvolvimento deformações da sociedade que se quer superar. É o desenvolvimento “desigual e combinado” da história, como León Trótski analisou na sua teoria da “revolução permanente”, que J.Posadas aplicou na etapa posterior ao assassinato de Trótski com a teoria “Do Nacionalismo ao Estado Operário” (JP, 1957). Esta é a etapa em que está se desenvolvendo na Venezuela revolucionária, bolivariana, chavista e socialista.

APOIAR O GOVERNO E O POVO VENEZUELANOS É DEFENDER
OS DIREITOS DA AMÉRICA LATINA

Defender o DIREITO À AUTODETERMINAÇÃO DO POVO VENEZUELANO é necessidade e tarefa de todos os seres humanos livres que buscam uma nova sociedade sem explorados nem exploradores, porque o que está acontecendo na Venezuela – há 20 anos – é a luta social do povo para construir uma Nova Sociedade, em Paz e com Justiça Social.

Não é um “problema interno do país”. Trata-se, isso sim, do imperialismo e seus lacaios tentando impedir que se consolide, como Cuba há 60 anos, a construção da Nova Sociedade, a qual Chávez chamou de “Socialismo do Século XXI”. É isso que querem destruir, mas batem de frente com um governo eleito com 68% dos votos em eleições gerais, livres e democráticas, em que o voto não é obrigatório, e que contou com participação de 49% do eleitorado mesmo com o boicote chamado por parte da oposição. Um apoio que sem dúvida é muito superior ao “voto eleitoral” que sustenta governos como o de Piñera, no Chile, Trump, nos EUA, Duque, na Colômbia, e inclusive Bolsonaro, que teve 55,3% dos votos válidos, ou seja, dos que foram votar, e então tem contra ele ou que não o respaldam mais de 68% do eleitorado, que dá em torno de 98 milhões de eleitores. E é assim que os tais “ventos reacionários” que querem se consolidar na América do Sul mostram suas pernas curtas, igual este pseudopresidente interino, Guaidó, que ainda não saiu das fraldas e só é reconhecido por seus criadores e donos.

Por isso conclamamos a organização da defesa e da luta do povo e governo venezuelanos a partir dos problemas do desemprego, dos baixos salários, da saúde, educação, moradia etc. É normal que governos como o de Macri, que levou a Argentina à estagflação econômica (inflação, estagnação econômica, redução do poder aquisitivo do povo e aumento da pobreza e exclusão social) com suas medidas de endividamento sem crescimento produtivo, se pronunciem a favor do golpe midiático e econômico e abram as portas à intervenção militar ou ingerência política externa. Na verdade, a articulação com governos de direita em apoio a uma ação tão débil como esse golpe contra a Venezuela, que seria a afirmação da “onda reacionária” na região, como o Brasil com Bolsonaro, de fundo mostra que são “vitórias de pirro” que, como a Argentina, em breve desmoronarão. Tentam ofuscar o mais importante, que no México tenha se reinstalado o curso revolucionário “interrompido” da revolução mexicana com o governo de Andrés Manuel López Obrador, que aplicou a Lei Estrada em sua política externa e não respaldou o golpe na Venezuela, ou o Uruguai que, longe de acompanhar o imperialismo e seus acólitos, propõe ir ao fundo da questão e investigar o que de fato acontece em uma Venezuela sitiada, agredida e bloqueada economicamente. Os mesmos que bloqueiam a chegada de medicamentos, alimentos e material de reposição de maquinário para indústria etc., logo depois denunciam a ausência de medicamentos no país, ou seja, SABOTAM ABERTA E PUBLICAMENTE. Por isso também saudamos a Rússia, com Putin, a China Popular, Cuba, Bolívia e demais países que estão dispostos a dar toda ajuda necessária à Venezuela nessa luta desigual mas na qual ela não está sozinha.

Por isso, neste comunicado, defendemos que os sindicatos, as centrais sindicais, os movimentos populares, os partidos e as correntes sindicais, sociais, de militares nacionalistas, de trabalhadores do campo e da cidade devem se pronunciar e organizar o APOIO E AJUDA CONCRETA À VENEZUELA. E organizar em cada país os COMITÊS EM DEFESA DA REVOLUÇÃO VENEZUELANA (CDR-Internacionalistas).

B.L.A. da IV Internacional (Leninista-Trotskista-Posadista) 24 de janeiro de 2019.

(1) Ver livro “Trump é a Crise dos EUA em um Mundo em Revolução”, Tomo I, de nov/2017 e Tomo II, de mar/2018 (Edições Fundação J. Posadas Internacional).

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Publicado em janeiro 30, 2019, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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